terça-feira, 27 de novembro de 2007

"Veio a Palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo:
dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela,
porque a sua malícia subiu até mim. Jonas se dispôs,
mas para fugir da presença do Senhor, para Társis;”
(Jonas, 1: 2,3-a)

O Senhor é Eterno, Soberano e Perfeito, enquanto o homem, caído e dependente. Os Seus decretos não podem ser frustrados, Seu caminho é claro, objetivo e seguro; contudo, muitas vezes, nosso espírito - por natureza teimoso e contestador -, nos leva a alongar demasiadamente a caminhada em direção à Sua vontade manifesta em nossos corações... Por isso, o linear caminho do Senhor pode eventualmente nos parecer tortuoso e incerto.
Jonas entendeu muito bem qual era a vontade do Senhor quando Este determinou que fosse a Nínive, levar um recado Seu. Tratava-se de uma sentença de destruição e morte para aquela cidade. Por sua conta e risco, afrontou o comando divino e resolveu seguir por outro caminho, sem desconfiar do preço que pagaria por sua desobediência.
Diz o texto que, depois de receber a ordem diretiva, ele se aprontou para fugir do Deus Eterno, e entrou num barco que ia em sentido oposto [Társis]. No final das contas, foi parar no ventre de um grande peixe, por três noites e três dias - tempo bastante para pensar no erro e nas conseqüências para aqueles que fogem da presença e da vontade do Altíssimo!
Entre a ordem do Senhor e o nosso obedecer há sempre um porto repleto de barcos – apenas um é o da obediência; quantos aos outros, nada mais são do que alternativas inócuas, falsas saídas de emergência, subterfúgios para descumprir a Sua determinação.Vez por outra encontramos pessoas sem norte, sem saída, em labirintos, desprezando e/ou desistindo da direção de Deus para as suas vidas, lamentavelmente optando pelo “cômodo” barco do "para mim não há mais jeito"...
Precisamos sim, buscar ardentemente a vontade do Senhor - sempre e sob quaisquer circunstâncias. Se, por algum erro no embarque, fomos parar no ventre do grande peixe da desobediência, não há tempo, nem lugar mais adequado – ainda que desconfortável - para clamar. Jonas clamou, e Deus o socorreu, reconduzindo-o ao centro da Sua soberana vontade. Por que seria diferente conosco?
Paula Beça

Um comentário:

ºGEISAº disse...

Não devemos mesmo embarcar em qq barquinho... tem q ser aquele q nos leva a presença de Deus... Amei essa mensagem, já tinha lido a q vc mandou por email... maravilhoso é aprender mais do Senhor!